Reformando SG Finch (Malagoli, Gotoh, Schaller)

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Creio que a maioria dos guitarristas ao escutarem sons de bandas clássicas do Rock dos anos 1960 a 1980, conseguem detectar as diferenças timbrísticas das guitarras Fender e Gibson, tanto as stratocaster, telecaster, Les Paul e SG fizeram vários ouvintes de rock saírem por aí solando com suas air guitar riffs e solos memoráveis como o da música Black Dog do Led Zeppelin, Children of the grave do Black Sabbath, Sultans of Swing de Dire Straits, Time do Pink Floyd e tantas outras músicas fantásticas.


E para muitos instrumentistas conseguirem chegar perto dessas características sonoras, nem que seja um pouco, sempre foi uma busca incansável de vários músicos.Sempre gostei das guitarras SG, acho que todo guitarrista deveria ter uma SG e uma Telecaster, saem-se bem com qualquer um. E sempre busquei o som próximo ao das guitarras fabricadas entre nos anos de 1950 e 1960, os puristas irão me xingar, pois a sonoridade mudou muito nestas décadas e blá blá blá arroz com ovo, porém o timbre dos anos 50 e 60 para mim são mais bonitos do que muita guitarra cara entregue nos dias de hoje.


Com isso em mente resolvi reformar uma guitarra SG que acompanha-me desde 1998, já sofreu várias mudanças ao longo desses anos, mas agora achei o seu ponto ideal.


Depois de muita pesquisa (muita mesmo, quase 6 anos tentando saber sua origem), descobri que ela é uma Finch aproximadamente 1978 com o corpo em Mogno, braço em marfim e escala de sucupira.


Mas pensando nos timbres dessa época, sabia que queria os captadores baseados nos “PAF” ou algo bem próximo a isso. Tendo já essa meta comecei as buscas por diversas marcas até deparar com uma marca nacional que já conhecia bastante por nome, mas não pela sonoridade desses modelos específicos que eu procurava, resolvi arriscar e o resultado saiu melhor do que esperado. Depois de vários e-mails com a empresa MALAGOLI resolvi adquirir os captadores 57 PLUS para a ponte e o LPG para o braço.

Escolhido os captadores resolvi mudar toda a ligação elétrica e configuração do hardware da guitarra. Começamos então com o isolamento com fitas de cobres, depois escolhi para os periféricos, 4 potenciômetros alpha sendo dois push pull 500A que foram usados nos volumes com treble bleed de capacitor a óleo e resistor em carbono e dois 500B push-push que foram usados nos botões de tonalidade, sendo que na ponte foi usado um capacitor a óleo 0.022uf e no braço 0,015uf, trocado a chave seletora de três posições e um jack estéreo ambos da Switchcraft e para completar essa parte resolvi fazer a ligação dos captadores com o esquema do Jimmy Page.

Além dessa ligação que me dá uma grande dimensões de possibilidades (mais de 30 de ligações), resolvi colocar as tarraxas Gotoh Sgm07 3x3 e um nut Gibson em brass, além da ponte tremolo da Schaller. Todas essas ligações e montagens finais foram feitas pelo Luthier Henrique da WGabriel na Rua Teodoro Sampaio aqui em São Paulo.

Como resultado final posso dizer, que demorei para muitos anos para montar essa guitarra, mas ela saiu-se muito bem. Deixei ela na estrada com algumas bandas de parceiros para rodar a noite paulistana e em algumas gravações de meu estúdio ou estúdios de conhecidos e todos ficaram admirados com o resultado final dessa combinação. Claro, boa sonora final vem dos captadores, que entregam ótimo timbre limpo, e o LPG principalmente no braço não tem aquele grave embolado, mas sim uma combinação de graves e agudos perfeitos para quem quer tocar variações de MPB, blues e jazz, com distorções leves ou Drives na onda do Tube Screamer ou um pouco mais rasgadas como o OCD rolam bem e não embolam, coisas mais pesadas que isso, não recomendo muito. Mas o 57 PLUS realmente é um captador “maravilindo”, consigo resultados e sons bem próximos daquelas bandas que sempre admirei como AC DC, Black Sabbath, Led Zeppelin e outros, além desse modelo já sair-se perfeitamente bem em cabeçotes valvulados, o que já era esperado, saiu-se muito bem com distorções alto ganho também.

Acompanhe os vídeos e veja mais sobre as mudanças.