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# Novo malware infecta mais de 5 mil máquinas por meio de aplicativos de jogos da loja Microsoft
- URL: https://nerdweek.com.br/novo-malware-infecta-mais-de-5-mil-maquinas-por-meio-de-aplicativos-de-jogos-da-loja-microsoft/
- Published: 2022-02-24T16:32:44.000Z
- Updated: 2022-02-24T16:32:44.000Z
- Description: Nem a loja da Microsoft ficou segura :(. Saiba como se proteger de malware injetados na loja da Microsoft.
- Author: Hugo Prudente
- Tags: Hacker, 2022, Malware, Tecnologia & Ciência

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da [Check Point® Software Technologies Ltd](https://homeenvios.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5jaGVja3BvaW50LmNvbSUyRnB0JTJGOjMxNDI5MTU0NjE6bHVjaWFub0BuZXJkd2Vlay5jb20uYnI6ZWIwMjE4&ref=nerdweek.com.br). (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, identificou um novo malware que está sendo distribuído por meio de aplicativos da loja oficial da Microsoft. A CPR calculou 5 mil vítimas em 20 países até o momento; os pesquisadores orientam que os usuários excluam imediatamente os aplicativos de vários editores e produtoras.

O malware Electron-bot, denominação dada pela equipe da CPR, consegue controlar contas de redes sociais das vítimas, incluindo Facebook, Google e SoundCloud. O malware pode registar novas contas, iniciar sessão, comentar e curtir posts.

O Electron-bot tem a capacidade de:

- **“Envenenar” o SEO,** um método de ataque em que os cibercriminosos criam um site malicioso e utilizam a tática de otimização do mecanismo de busca para que apareça nos resultados de pesquisa. Este método é também usado para vender outros serviços e promover outros sites.
- **Ad Clicker,** uma infecção do computador que é executada em segundo plano e se conecta constantemente a sites remotos para gerar “cliques” para anúncios, obtendo lucro financeiro com a quantidade de vezes que um anúncio é clicado.
- **Promover contas de redes sociais,** como o YouTube ou SoundCloud para redirecionar o tráfego para um conteúdo específico e aumentar as visualizações e cliques nos anúncios para gerar lucros.
- **Promover produtos online**, a fim de gerar lucros com cliques em anúncios ou aumentar a classificação da loja para mais vendas.

Além disso, o *payload* do Electron-bot é carregado dinamicamente, o que significa que os atacantes podem utilizar o já instalado malware como porta de entrada para obter o controle total da máquina da vítima.

**Distribuição via Aplicativos de Jogos na Loja da Microsoft Store**

Existem diversos aplicativos infectados na loja da Microsoft. Jogos populares como “Temple Run” ou “Subway Surfer” foram considerados maliciosos. A CPR detectou diversos editores e produtoras de jogos maliciosos, em que todos os seus aplicativos estavam relacionados com a campanha maliciosa do Electron-bot:

- Lupy games.
- Crazy 4 games.
- Jeuxjeuxkeux games
- Akshi games
- Goo Games
- bizon case

**Vítimas**

Até ao momento, a CPR verificou 5 mil vítimas em 20 países; a maioria delas localizam-se na Suécia, Bermudas, Israel e Espanha.

**Como funciona o malware Electron-bot**

A campanha do malware funciona a partir dos seguintes passos:

1.O ataque começa com a instalação de um aplicativo da Microsoft Store que parece ser legítimo.

2.Após a instalação, o atacante baixa os arquivos e executa os *scripts*.

3.O malware, que já foi baixado, persiste na máquina da vítima, executando repetidamente vários comandos enviados pelo sistema C&C (Command&Control) do atacante.

Para evitar a detecção, a maioria dos *scripts* que controla o malware é carregada dinamicamente pelo servidor dos atacantes. Isso permite que eles modifiquem a carga útil (*payload*) do malware e alterem o comportamento dos *bots* a qualquer momento. O malware utiliza a estrutura Electron-bot para imitar o comportamento de navegação de uma pessoa e evitar as proteções do site.

**Atribuição**

Há evidências de que a campanha de malware se originou na Bulgária, incluindo:

- Todas as variantes entre 2019-2022 foram enviadas para uma conta de nuvem pública “mediafire﹒com” da Bulgária;
- A conta de SoundCloud e a do canal de YouTube que o *bot* promove estão sobre o mesmo nome, “Ivaylo Yordanov”, um famoso jogador de futebol e lutador da modalidade *wrestling* búlgaro;
- A Bulgária é o país mais promovido no código-fonte.

**Conclusão**

A equipe da CPR relatou à Microsoft todos os editores de jogos detectados relacionados a esta campanha.

“Esta investigação analisou um novo malware chamado Electron-Bot que tem atacado mais de 5 mil vítimas globalmente. O Electron-Bot é baixado e facilmente disseminado por meio de aplicativo oficial da Microsoft. A estrutura Electron fornece aos aplicativos Electron acesso a todos os recursos do computador, incluindo computação GPU (Graphics Processing Unit). Como a carga útil do bot é carregada dinamicamente a cada tempo de execução, os atacantes podem modificar o código e alterar o comportamento do bot para alto risco”, diz Daniel Alima, analista de malware da Check Point Research (CPR).

“Por exemplo, eles podem inicializar outro segundo estágio e descartar um novo malware, como um ransomware ou um RAT. Tudo isso pode acontecer sem o conhecimento da vítima. A maioria das pessoas pensa que se pode confiar nas avaliações da loja de aplicativos e não hesita em baixar um aplicativo a partir da loja. Há um grande risco nisso, pois nunca se sabe quais itens maliciosos os usuários podem estar baixando”, explica Alima.

**Dicas de Segurança**

Para o usuário se manter o mais seguro possível, orientamos seguir as dicas abaixo antes de baixar um aplicativo da App Store:

1. Evitar descarregar um aplicativo com poucas avaliações.
2. Procurar por aplicativos com avaliações boas, consistentes e de confiança.
3. Prestar atenção aos nomes dos aplicativos que podem não ser iguais ao nome original.