Coraline: o filme é melhor que o livro?

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Quer saber se vale a pena ler o livro após ter assistido ao filme icônico, ou vice-versa? Então você está no lugar certo!


Coraline nasceu como um livro curto publicado por Neil Gaiman em 2002. Porém, a nossa história de terror infantil favorita foi concebida muito antes, em 1990, numa tentativa de Gaiman de entreter a filha. Depois de anos focando em outros projetos, o autor retomou a escrita de Coraline, dessa vez para a filha mais nova e, de quebra, para todo o mundo.

A novela logo se popularizou, ganhando prêmios como o Bram Stocker Award for Best Work for Young Readers (Prêmio Bram Stocker de Melhor Obra para Jovens Leitores). Ela ainda foi classificada pelo The Guardian como número #82 na lista de melhores livros do século XXI. No Brasil, Coraline chegou em 2003, com a famosa editora Rocco Jovens Leitores.

Com todo o sucesso, não demorou para a obra ganhar uma adaptação cinematográfica. Em 2009, estreou a animação stop-motion escrita e dirigida por Henry Selick, com produção de Claire Jennings. Indicado ao Oscar na categoria de "Melhor Filme Animado", o desenho trouxe ainda mais fãs para a história.

E se você foi um deles, será que vale a pena ler o livro também? Ou se você já leu o livro, mas nunca viu o filme, é uma boa adaptação? Bora conferir!

Atenção! Teremos alguns spoilers a seguir (mas não o suficiente caso você ainda queira ler/assistir à história tendo boas surpresas):

A história

A primeira coisa que você precisa saber é que os acontecimentos principais são os mesmos tanto no livro, quanto no filme, nos entregando uma obra de fantasia, aventura, suspense e terror.

Resumindo bastante o enredo, Coraline é uma menininha que se muda com os pais para uma casa antiga. Como a mãe e o pai vivem trabalhando e nunca têm tempo para brincar, ela decide iniciar uma missão de exploração do seu novo lar. Tudo segue bem entediante até nossa protagonista descobrir uma porta misteriosa, que, quando aberta, nos leva junto com ela à “Outra casa”.

Lá, tudo é muito parecido com o mundo que Coraline acabou de deixar para trás: os cômodos do seu apartamento, seus pais, seus vizinhos e até mesmo um gato preto da vizinhança. O mundo até parece melhor: os pais são mais atenciosos, seu quarto é cheio de brinquedos, os vizinhos cantam e dançam, e o gato fala.

Mas sabe aquela sensação de que as coisas estão boas demais para ser verdade? Pois é: logo Coraline se vê em uma aventura para confrontar sua realidade e até salvar a própria vida como ela a conhece.

Comparando o livro e o filme

Embora nada disso mude do livro para o filme, há algumas diferenças importantes entre eles. Por exemplo, algumas cenas e até personagens são acrescentados no filme quase que para deixar a história mais leve, tanto para Coraline quanto para os espectadores. Entretanto, todos os acréscimos se encaixam perfeitamente na narrativa e parecem ter sido escritos pelo próprio Neil Gaiman.

Uma das maiores alterações nesse sentido é o personagem Wyborn Lovat, ou Wybie, que não existe no livro, mas que não deixa Coraline totalmente sozinha nas suas aventuras do filme. Além disso, toda a cena do jardim, que tem o formato do rosto de Coraline e que encanta pela sua riqueza de detalhes, é própria da adaptação.

O jardim da Outra casa, presente apenas no filme (Imagem:Divulgação/Alphacoders)

Mas talvez o que mais impacte quem já assistiu ao filme e lê o livro pela primeira vez é que, na versão original, Coraline nunca se sente tentada a ficar no Outro mundo. Mesmo sendo uma criança, ela logo percebe que as coisas não são o que parecem e tenta escapar para sempre de lá. Isso, junto ao fato de que ela está sempre sozinha, deixa tudo ainda mais tenso e sombrio, reforçando a mensagem principal da obra:

"Quando você está com medo, mas age mesmo assim, isso é ser corajoso!"

Ou seja, independente do que você já conhece da história de Coraline, vale a pena viver essa aventura em todos os meios possíveis! Inclusive, se você tem pelo menos um nível B1 de inglês, dá até para ler o livro original, hein?

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